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BRASIL, Nordeste, FORTALEZA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Música, Gastronomia MSN -
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Por acaso vem da mãos essa inutilidade que se faz sentido, velhos artelhos, ociosos, alheios por não mais se buscarem...Ou vem de dois olhos, entre meias verdades, caminhos de fantasias, dois meninos, misteriosos atalhos...Que medo é esse que nos rodeia, a nos ferir ao olharmos para trás...Sangrias, vendavais que um dia encheu de pavor, agora nos rouba a pele, nos tornando nus...De sensível vergonha e repúdio pelas coisas estranhas que somos...Não é preciso espelho para o brilho das velas, que a madrugada silenciosa apagou...Que anjos e fantamas nos retém? Não é de vidro nem de porcelana os nossos desejos, gostos, sabores e realeza...De onde vem essa vontade de fugir? Não há entrega e andar nos faz estáticos como pedras no meio do caminho...Por que essa fragilidade ao falar? Palavras, palavras, palavras...E o silêncio no ar...O que fazer? Abrir a porta, estufar o peito, estreitar os braços...e deixar uma lágrima escorrer...
Escrito por Felipe às 19h10
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Alergia ao Amor: NUNCA! Graças a velhas elegias é que esse silêncio escaldado desce-me ao peito, crispa-me as mãos, remove-me as vísceras e mexo-me como um bicho...Bicho de comum acordo, livre do cerco, livre por ser livre e mais nada, livre de ser igual ao bicho homem...Ah! elegias...Cataclimas da idade amigos me diriam...E eu? Apenas passo sem acenos, nem recados, sem agasalho, sem tempero para a poesia e para essa vida sem alforria, para esses gestos indigestos. Precisamos urgentemente de uma elegia que comova a todos, crianças, homens e mulheres...Agora a vida desce, e todos somos menos que nada...Nenhuma palavra, nenhum grito, silêncio inerte, geme vagamente atrás da porta...
Escrito por Felipe às 11h58
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